Resenha: Dr. José Douglas Jarquín González 908 372 admin

Resenha: Dr. José Douglas Jarquín González

RESENHA:  DR. JOSÉ DOUGLAS JARQUÍN GONZÁLEZ

Um bom médico deve ter certas características, como uma verdadeira vocação, possuir certas habilidades inerentes à sua profissão, boa comunicação e uma especial dedicação ao trabalho entre outras coisas, Douglas Jarquín, além de tudo isso, possuía empatia, respeito e bom trato para com com seus pacientes; crítico e pró-ativo com os colegas, quando deve. Como Profissional, foi um trabalhador incansável, investigador e professor, que colocou todas as suas energias intelectuais para alcançar os resultados propostos, motivava constantemente os seus alunos, colegas e subordinados, para que todos se sentissem parte de cada projecto realizado.

Apesar de ser um cirurgião obstetra-ginecologista habilidoso, preferiu sair da sala de cirurgia e se dedicar à Saúde Pública Materno-Infantil, além da pesquisa clínica e operacional. Treinamento que realizo no Centro Latino-Americano de Perinatologia (CLAP) em Montevidéu, Uruguai.

A nível sindical, nasceu dirigente da Associação de Ginecologia, participando em projetos de Saúde Reprodutiva, dando formação em todo o país, com bons resultados. Nas pesquisas, ele ia às comunidades, ver de perto suas necessidades, revisar com os operários as dificuldades que tinham e dar-lhes apoio para superá-las.

Ao nível do Ministério da Saúde, participei como investigador principal, na concretização da Linha de Base da Mortalidade Materna, implementando acções a nível do País, como a formação no local de trabalho, realização de workshops com o pessoal envolvido, de forma a reduzir Morbidade e mortalidade materna em El Salvador. Também funcionou de forma unificada como ASOGOES; com a Western Gynecology Association (AGOSA) e a Eastern Gynecology Association (AGOO), realizando sessões de educação continuada com eles.

Participou da reativação da Federação Centro-Americana de Ginecologia (FECASOG) em 1995, e do Comitê de Pesquisa do COMIN-FECASOG, sendo seu Coordenador (2004 a 2016), realizando várias investigações na Área Centro-americana, incluindo o Estudo de Morbidade Materna Extreme na Região Centro-americana, premiado como Melhor Trabalho Científico na Área Obstétrica, no Congresso Latino-Americano de Ginecologia e Obstetrícia, em 2008 na cidade de Mendoza, Argentina.

Ele foi mestre em Ginecologia e Obstetrícia da América Latina e da América Latina. Ele representou nosso país em múltiplas ocasiões, levantando o nome de El Salvador, da Região da América Central, bem como da América Latina como Coordenador do Comitê de Mortalidade Materna da FLASOG.

Como pessoa, foi um excelente marido, pai, avô e amigo, sempre pronto a apoiar nos momentos difíceis e também nos bons. Sua família era sua prioridade, sendo um exemplo de trabalho e dedicação para seus filhos e netos.

Descanse em paz nosso amigo Dr. José Douglas Jarquín González.

Diagnóstico de habilidades de gestão 908 372 admin

Diagnóstico de habilidades de gestão

DIAGNÓSTICO DE HABILIDADES DE GESTÃO

É com grande satisfação que vos cumprimentamos e informamos que no âmbito das actividades planeadas pela Comissão de Desenvolvimento de Gestão, temos vindo a trabalhar para concretizar este diagnóstico de forma a consolidar para o futuro uma maior profissionalização dos Administradores das nossas Empresas que compõem o FLASOG.

Nesse sentido, definimos as competências que consideramos as mais importantes a serem desenvolvidas por quem aspira e que então deve exercer um cargo de Gestão nas suas diversas funções.

Solicitamos a opinião dos especialistas e eles nos trouxeram um formulário para podermos fazer uma autoavaliação dessas competências, que não terá qualquer tipo de custo para quem a realiza.

Para acessar este material você deve “clicar” neste link ou copiar e colar em seu navegador:  https://bit.ly/2xM1xox

No final poderá enviar e no prazo máximo de 48 horas receberá um feedback dos seus resultados de forma privada no seu email.

Depois disso, cada um poderá selecionar as competências que pode reforçar em seus conhecimentos de forma pessoal.

Qualquer dúvida ou consulta estamos ao seu serviço

Dr. Néstor Garello
Presidente Eleito Comitê de Desenvolvimento Executivo do Coordenador do FLASOG

FLASOG NA FACE DA PANDÊMICA COVID-19 908 372 admin

FLASOG NA FACE DA PANDÊMICA COVID-19

COMITÊ EXECUTIVO DA FEDERAÇÃO LATINO-AMERICANA DE SOCIEDADES DE OBSTETRÍCIA E GINECOLOGIA (FLASOG)
NA FACE DA COVID -19 PANDEMIC – COMITÊ EXECUTIVO DA FLASOG

COVID-19 (Coronavírus) é um patógeno com alta velocidade de contágio devido ao seu fator reprodutivo, não é SARS ou influenza, e está se espalhando rapidamente em todo o mundo, causando impactos consideráveis ​​na saúde, econômica e socialmente em nível global.

Até agora, os homens parecem ser mais afetados do que as mulheres e os dados disponíveis sobre o COVID-19 durante a gravidez são limitados.

Com base nas evidências atuais, as mulheres grávidas não parecem ter maior risco de infecção por esse vírus ou de sintomas mais graves do que a população em geral. Até hoje, nenhuma morte foi relatada em mulheres grávidas e não há evidências de transmissão vertical para o feto durante a gravidez.

Estamos cientes de que historicamente, em outras epidemias de vírus respiratórios, as gestantes têm sido afetadas de forma desproporcional por doenças respiratórias graves, com maior taxa de mortalidade, internação em UTI e outras doenças infecciosas associadas, em comparação com a população não gestante.

Por esse motivo, o FLASOG recomenda aos obstetras-ginecologistas e outros profissionais de saúde da América Latina que prestem muita atenção à saúde e ao bem-estar das mulheres grávidas e destacem quaisquer sintomas de febre, tosse seca ou dificuldade respiratória, tentando garantir o atendimento oportuno e diagnósticos e terapias adequadas, seguindo as recomendações da OPAS / OMS sobre biossegurança para evitar o contágio de casos suspeitos ou portadores de infecção por COVID-19.

É obrigatório obter um histórico detalhado de viagens e contato com pessoas infectadas ou com risco de infecção que vêm de países de alto risco, bem como levar em consideração a história epidemiológica da gestante com febre e doença respiratória aguda, tomar as medidas pertinentes para promover sua saúde. É imprescindível, nestes casos, notificar a equipe de controle de infecção da instituição de saúde correspondente.

Para mantê-los atualizados para garantir e oferecer o melhor às nossas pacientes durante a gestação, o parto e o puerpério, visto que as evidências vão mudando com o tempo, a FLASOG está atenta às publicações científicas e aos protocolos de manejo emitidos pela OMS e vai compartilhar novas informações assim que publicadas, através de um portal dedicado que criamos no nosso site.

Por fim, os convidamos a estar mais unidos do que nunca, a vencer este flagelo que põe em risco a humanidade e a continuar a contribuir com o melhor de cada um nestes momentos de crise.

Mensagem de boas vindas: 1ª Cúpula Ibero-americana de Contracepção, Saúde Sexual e Reprodutiva 908 372 admin

Mensagem de boas vindas: 1ª Cúpula Ibero-americana de Contracepção, Saúde Sexual e Reprodutiva

MENSAGEM DE BOAS VINDAS: 1ª CÚPULA IBERO-AMERICANA DE CONTRACEPÇÃO, SAÚDE SEXUAL E REPRODUTIVA
– FLASOG

Distintas personalidades da mesa de honra.
Amigos e amigos, todos.

Agradeço calorosamente a oportunidade que o Comitê Organizador da Primeira Cúpula Ibero-Americana sobre Contracepção, Saúde Sexual e Reprodutiva, pelo pedido que me fizeram, para dirigir algumas palavras nesta cerimônia de abertura.

Desejo que sejam, naturalmente, palavras de saudação e acolhimento que reflitam os sentimentos de amizade que caracterizam a nossa grande família ibero-americana. Em primeiro lugar, agradecemos às nossas ilustres personalidades na mesa de honra pelo seu apoio irrestrito e pela distinção da sua presença nesta cerimónia. Obrigado aos convidados especiais e aos professores estrangeiros e mexicanos. É um traço exemplar de desprendimento e companheirismo, eles não hesitaram em se afastar de seu enorme trabalho para compartilhar entre nós as preocupações do conhecimento e nos dar seu conhecimento científico. Nosso reconhecimento por eles não tem limites, assim como a consideração que temos por eles.

Apesar desses avanços, na Conferência Mundial sobre Direitos Humanos, realizada em Viena em 1993, foi necessário insistir que os direitos das mulheres e meninas constituem direitos humanos inalienáveis. A contribuição dessas conferências foi o reconhecimento de novos direitos, como os direitos sexuais e reprodutivos e, principalmente, o enriquecimento da estratégia de implementação de ações afirmativas em relação à marcha pela igualdade de gênero. Entre os principais componentes da abordagem baseada em direitos estão: igualdade e equidade de gênero, direitos sexuais e reprodutivos e atenção à saúde sexual e reprodutiva.

O objetivo fundamental dessa abordagem é transformar a linguagem dos direitos em melhorias reais na qualidade de vida das pessoas e, sob um ponto de vista, transformá-las em ações cotidianas. O mundo deve reagir que na medicina nem tudo é biologia, fisiologia, tecnologia, modernidade e novidade, mas é imprescindível considerar suas raízes humanitárias, principalmente as da reprodução humana onde o pessoal de saúde desempenha um papel fundamental como sujeito facilitador, fomentador do corpo docente do paciente para o exercício de seus direitos sexuais e reprodutivos, destacando-se o direito à informação e educação.

Convém, portanto, revisar, esquecendo nossos velhos preconceitos, todos os fatos isolados, as lendas, tradições e velhas doutrinas que têm sustentado a realidade desta enteléquia, apesar do ceticismo paralisante de muitos cientistas. Simplesmente insistimos em chamar a atenção para preocupações renovadas, não mais esotéricas ou primitivas, mas baseadas em avanços recentes da ciência experimental e respaldadas por um raciocínio rigoroso e equânime. Com tais premissas, busca-se a verificação objetiva e rigorosamente científica desse lendário princípio. Formulamos uma invocação para que, quando isso seja alcançado, o alvorecer de um futuro propício guie a evolução da medicina pelos caminhos ainda ocultos do aperfeiçoamento humano.

Caros congressistas, o mundo está cada vez mais farto de desconfiança e medo, às vezes beiramos a angústia. Cabe a nós contribuir para a erradicação desses males, servir à causa da compreensão humana e lutar para garantir a paz. Aquela paz que não é cartaz de ninguém, porque é a bandeira de todos, não importa a cor, o país ou a religião. Somos indivíduos de carne e osso e esperança, que se unem para o avanço de nossa ciência, mas com um propósito supremo, o de melhor ajudar os seres humanos.

Amigos, todos nós, nos apresentamos sem máscara e sem fingir que colocamos óculos falsos diante de seus olhos. Somos um país latino, mais do que pela origem, pelo temperamento, pela inclinação do espírito, um povo de sensibilidade artística, para o qual a promessa de um belo sonho costuma ser mais verdadeira do que a dura realidade objetiva. Bem-vindo à casa mexicana.

Dr. Samuel Karchmer, julho de 2019

Sempre Cristina 908 372 admin

Sempre Cristina

SEMPRE CRISTINA
– DR. ANTONIO PERALTA SÁNCHEZ
MÉXICO

Na minha profissão de Ginecologista e Sexologista há tantos anos, pude ver histórias desde a primeira página, o desenlace, o final e o epílogo; Na maioria das vezes, com a certeza de que pude contribuir com algum elemento que tornasse a vida tranquila, e com a gratificação de que desta profissão humanista sempre se pode ver o ser humano com a clareza de um céu de maio.

Há dois anos veio ao consultório uma paciente que não via há anos, lembrava-me dela pelo seu sorriso franco, pela agudeza do seu olhar e porque sempre lia os meus artigos, -como me conta- gostava dos da série de “San Jeronimito” (uma sátira da política em uma cidade perdida em nossa pátria).

Assim que Camélia entrou, estremeceu num choro que quase a impediu de falar, não conseguia tecer as palavras e claro que apresentava um sofrimento atroz.
“Há 20 anos você me tratou no último parto, foi quando o Cristian nasceu, lembra?

“Claro que me lembro de você! Mas a verdade é que não tenho o Cristian em mente”, respondi com sinceridade, “mas não importa.” O que está acontecendo? acalme-se e me diga

Com muito esforço e enxugando as lágrimas, ela me contou sua história de um girón: “Cristian é a criança que esperávamos, para meu marido o fato de termos duas mulheres primeiro o fazia pensar sempre na chegada de seu filho, isto é porque quando ele descobriu que ia ser um homem, ele fez uma festa a cada momento que podia. Desde muito jovem descobri, mas não quis dar importância, que ele gostava de se vestir como as irmãs, e em mais de uma ocasião o vi querendo vestir a saia da irmãzinha; Achei que ele estava tentando se parecer com ela ou que se divertia com roupas femininas. Com o passar do tempo, foram surgindo mais fatos que eu deveria ter levado em conta, como quando nas festas de Halloween eu gostava de ir a todas elas e sempre me vestia de mulher, sabendo que era uma fantasia que até aplaudia; meu problema Dr. é que agora que terminou a faculdade de Engenheiro Eletrônico ele me confessou algo que não entendo, que me deixa muito infeliz ”- As lágrimas não a deixaram continuar com seu discurso. Dei-lhe tempo convidando-a a respirar fundo e, finalmente, ela acrescentou:
“Mãe a partir de hoje deixo de ser Cristian e quero que me chames de CRISTINA, porque tenho a convicção de que nasci no corpo errado, sou uma mulher em toda a minha essência e portanto a partir de agora viverei como mulher” você me aceita? “Seu pai, que ouviu de tudo, estava prestes a bater nele, atacando-o com palavras fortes que o fizeram imediatamente defender meu filho: -Eu aceito porque eu o amo, se não, é melhor você ir! raiva e ressentimento ao ver o ódio em seus olhos. Na verdade, depois de alguns dias, ele saiu, dizendo que seria melhor procurar trabalho nos Estados Unidos e que depois me mandaria dinheiro para seus filhos ”.

Cristian é um transexual e desde criança percebeu que tinha que lutar contra mil demônios, centenas de ravinas e milhares de rios caudalosos. A transexualidade é uma incongruência de gênero, isto é, sentir-se no corpo errado; Desde junho de 2018, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), deixou de ser uma doença mental, permanecendo como um transtorno devido à falta de adaptação do corpo e do gênero que a pessoa sente; Essa inadequação requer apoio profissional para reatribuir corpo e gênero, o que implica viver o novo papel, tratamento hormonal e por fim tratamento cirúrgico. Expliquei a Camelia em detalhes cada ponto e os caminhos que existem no México para acompanhar essas difíceis histórias de vida. Ela se acalmou e saiu pronta para lutar.

Camelia voltou recentemente radiante de vitória, apenas para me contar todos os caminhos que ela percorreu.

“Cristina acabou de começar a trabalhar em uma grande empresa, e já planejamos para este ano quando ela vender uma casa que meu pai me deixou para operar no Canadá, ainda estou passando por maus bocados, mas a amo como minhas outras filhas. Meu marido manda dinheiro, mas nunca pergunta por Cristina. A luta foi muito difícil porque para mudar o nome dos documentos dela tínhamos que chegar ao Supremo Tribunal de Justiça da Nação, e eu tirei força até das pedras mas estava sempre com minha filha, e finalmente GANHAMOS, agora com os documentos dela Estão em ordem, é muito claro para mim que não há culpados, que faz parte da vida e que ela merece ser feliz. Estou disposto a continuar lutando porque a luta ainda não acabou, nossa família, o povo; mas que importa se Mi Cristi está feliz e suas irmãs a adoram ”.

Camélia foi embora e eu fiquei pensando na grandeza das mães que nunca deixam os filhos, que são capazes de nadar todos os mares para ver a felicidade no rosto dos filhos. Os pais fariam o mesmo?

A evolução da comunicação 908 372 admin

A evolução da comunicação

A EVOLUÇÃO DA COMUNICAÇÃO
– DR. RUBÉN DARÍO MORA
EX-DIRETOR ADMINISTRATIVO DA FLASOG

Desde o início da existência da humanidade, ela se caracterizou por viver em comunidade e permanecer em comunicação. É assim que os humanos tendem a se agrupar para viver juntos e manter as coisas em comum em nossos relacionamentos.

À medida que as cidades se desenvolvem, surge a criação de grupos relacionados com interesses comuns, sejam eles profissionais, culturais, desportivos ou políticos.

O profissional médico, embora seja verdade, geralmente o exerce sozinho; é cada vez mais frequente e necessário criar grupos com denominadores comuns, como o local de trabalho ou o tipo de especialidade a que se dedica.

O chamado para comunicar e compartilhar o conhecimento da especialidade é o que motiva a criação de organizações, como é o caso de nossa Federação Latino-Americana de Sociedades de Obstetrícia e Ginecologia (FLASOG). Desde 1952, com o Primeiro Congresso Latino-Americano em Buenos Aires, começa o compromisso de realizar reuniões periódicas de todos os associados que possam comparecer ao país escolhido como sede. Até o momento, 22 congressos da FLASOG foram realizados em diferentes locais da América Latina. Esta forma de manter as comunicações de intercâmbio científico a cada dia torna-se mais difícil de realizar e como o prazo agora estabelecido pelo estatuto é a cada 3 anos, é necessário manter uma comunicação mais fluida e frequente com as demais ferramentas de comunicação.

É assim que surge inicialmente a intenção da revista impressa, de distribuição em diversos países (1993), que é muito onerosa para a federação e para as associações. Esse tipo de comunicação não é viável e com o advento do novo milênio e o surgimento da comunicação eletrônica, nossa primeira página da FLASOG vem à tona, muito rudimentar, por não ter orçamento e apenas com a colaboração desinteressada e amizade dos A farmacêutica alemã Schering conseguiu manter essa página em vigor por vários anos e até que fosse obtido um orçamento e contratada uma equipe de profissionais que construiu o que hoje disponibilizamos a todos os obstetras – ginecologistas da América Latina e do mundo.

Para nutrir a página e mantê-la atual e atrativa, é necessária a participação de todas as Sociedades Nacionais e de seus membros, disponibilizando material informativo, científico e cultural de cada país que possa interessar a quem a visita.

O ideal é que, ao se aproximar do site do FLASOG, você possa encontrar informações científicas recentes e interessantes, saber sobre os congressos locais em cada país e até mesmo os nomes e endereços de colegas para que quem queira se comunicar o faça obtendo essas informações por meio deste ou, se não estiver na página, em nossos escritórios físicos no Panamá.

A FLASOG atualmente disponibiliza seu site, redes sociais, Revista Gineco FLASOG, o Boletim, blogs, vídeos, etc; bem como todas as ferramentas eletrônicas, serviços e produtos que foram desenvolvidos pela FLASOG Alliance para que possamos fazer uso deles. Vamos participar enviando artigos científicos, comunicações, notícias e atividades das Sociedades da especialidade no continente, a FLASOG colocou a plataforma contemporânea mais eficaz para divulgar as nossas conquistas e devemos utilizá-la.

Autonomia das mulheres é uma questão de direitos humanos 908 372 admin

Autonomia das mulheres é uma questão de direitos humanos

AUTONOMIA DA MULHER, UMA QUESTÃO DE DIREITOS HUMANOS
– PÍO IVÁN GÓMEZ SÁNCHEZ.
MD, MSC, FACOG
PROFESSOR DA UNIVERSIDADE NACIONAL DA COLÔMBIA
CONSELHEIRO MÉDICO SÊNIOR IPPF / RHO

Nossa região, onde mais de 20 milhões de mulheres têm demanda não atendida de contracepção, tem algumas das leis de aborto mais restritivas do mundo e 95% dos abortos são inseguros, levando à morbidade e mortalidade materna. A pesquisa mostrou que os países sem barreiras à contracepção, educação sexual e acesso legal ao aborto reduziram substancialmente a taxa de mortalidade materna e infantil e têm a menor taxa de abortos induzidos.

Nós que trabalhamos com Saúde Sexual e Saúde Reprodutiva há vários anos, participamos de inúmeras conferências, fóruns, comitês, etc., com o objetivo de reduzir a mortalidade materna e hoje, se contrastarmos com a realidade do momento, ficamos maravilhados com um sentimento de impotência, angústia, desigualdade, abandono e injustiça social e é quando entram em vigor as palavras do ex-presidente da Federação Internacional de Obstetrícia e Ginecologia (FIGO) Professor Mahmould Fathalla: “As mulheres não morrem por causas que não podemos evitem … estão morrendo porque a sociedade considera que suas vidas não valem o preço de salvá-los ”.

A mortalidade materna é apenas a ponta visível de um grande iceberg que representa um problema muito mais complexo. Como profissionais de saúde, demoramos muito para compreender esse fenômeno dentro de um contexto mais amplo de direitos humanos e mudança social. Estamos empenhados em combater atitudes injustas e desiguais sobre o valor da vida humana, especialmente a vida das mulheres. É uma luta da qual as mulheres são vítimas, mas também podem ser protagonistas para fazer a mudança.

Agora entendemos melhor a questão da morbimortalidade materna neste contexto mais global e entendemos que fazemos parte de uma luta maior, que precisa de novas perspectivas sobre os problemas que nos atormentam há muito tempo, como a mortalidade materna. Como profissionais de saúde, endossamos recomendações internacionais e entendemos a saúde como um direito social que se expressa nas diversas obrigações que os Estados devem cumprir de acordo com as convenções, protocolos e declarações internacionais que assinaram. A abordagem atual da saúde é baseada nos direitos humanos, reconhecendo que as pessoas são titulares de direitos, o que implica que outras pessoas são obrigadas a garantir sua validade: os governos devem ser fiadores de direitos,

Os direitos sexuais e reprodutivos das pessoas estão baseados na Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948, a titularidade desses direitos indica que todas as pessoas têm direitos naturais que devem ser reconhecidos, respeitados e garantidos pelos governos de forma obrigatória. A nível internacional, os vários acordos alcançados em matéria de direitos humanos têm uma hierarquia superior à da legislação nacional. O que está estabelecido no direito internacional passa a ser uma obrigação dos Estados com a cidadania e é dever dos países garantir o seu efetivo cumprimento.

A Organização Mundial da Saúde propôs os conceitos de Saúde Sexual e Saúde Reprodutiva, que foram aprovados na Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento, Cairo, 1994 e ratificados na Quarta Conferência Mundial sobre Mulheres, Pequim, 1995. O conceito de Saúde Sexual e A Saúde Reprodutiva tem como foco as pessoas, homens e mulheres, como sujeitos ativos no exercício de seus direitos sexuais e reprodutivos, participando da conquista de uma melhor qualidade de vida pessoal, de seus parceiros, de sua família e da sociedade em geral.

A saúde materna, neonatal e infantil são questões de grande relevância para as sociedades e constituem o centro dos direitos à saúde. Por mais de um século, as políticas de saúde em todo o mundo priorizaram a maternidade segura e a sobrevivência infantil.

A saúde materna é atualmente considerada um direito humano e as mortes maternas uma grave violação dos direitos humanos das mulheres. Nesse contexto, é obrigação dos governos proteger os direitos das mulheres à vida, à saúde e à igualdade.

Portanto, é incompreensível que no século XXI haja um debate sobre se as mulheres podem ou não interromper legalmente a gravidez. Infelizmente, às vezes ele se concentra apenas no aborto sobre a falsa dicotomia “pró-vida” (anti-direitos) versus “pró-escolha” (direitos). Ninguém é contra a vida, todos nós somos a favor da vida, mas de uma vida digna, com qualidade e com possibilidade de escolha.

Nasce com uma série de direitos que o Estado não nos concede, mas tem que reconhecê-los, constituindo esses direitos em limites ao exercício do poder político.

Com um trabalho inacabado sobre os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, estamos agora embarcados no Desenvolvimento Sustentável, cujo conceito foi definido em 1988 pela Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento como: desenvolvimento que atenda às necessidades da geração atual sem comprometer a capacidade de gerações futuras para atender às suas próprias necessidades.

A Agenda de Desenvolvimento Pós-2015 propõe 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. O quinto é alcançar a igualdade de gênero e o empoderamento de todas as mulheres e meninas e, assim, garantir o acesso universal à saúde sexual e reprodutiva no âmbito dos direitos sexuais e reprodutivos, de acordo com o Programa de Ação da Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento, a Plataforma de Ação de Pequim e os documentos resultantes de suas conferências de acompanhamento.

Monique Witting escreveu: “Embora as mulheres sejam extremamente visíveis como seres sexuais, elas permanecem invisíveis como seres sociais”, é hora de nossa sociedade tomar consciência dos direitos e da autonomia das mulheres para decidir sobre seus corpos é uma realidade em todos os nossos países sem exceção”.

Prescrição médica 908 372 admin

Prescrição médica

A RECEITA MÉDICA
– DR. JOSÉ ANTONIO MORENO SÁNCHEZ VICE-DIRETOR GERAL
GINECOLOGISTA-OBSTETRA
. COORDENAÇÃO DOS HOSPITAIS FEDERAIS DE REFERÊNCIA DO
MINISTÉRIO DA SAÚDE. MÉXICO

A prática profissional do médico exige uma atualização permanente, de acordo com os avanços da medicina, que como ciência, implica inovação e criatividade e pesquisa para encontrar novos fármacos, tratamentos e técnicas diagnósticas que aliviem a dor humana, restaurem a saúde perdida e permitam a prevenção de múltiplas doenças que afligem a comunidade.

Os medicamentos nos serviços médicos também são considerados uma forma de medir o comportamento médico. O uso que fazemos desta ferramenta evidencia os conhecimentos, aptidões, valores éticos e humanos e até mesmo a personalidade. Com seu trabalho, o médico faz o diagnóstico, o prognóstico e o tratamento da doença. Sua atividade profissional é dirigida ao ser humano doente. Por isso, devem mostrar sempre um comportamento ético inquestionável. A responsabilidade de curar outra pessoa requer um comportamento consistente.

Una de las consecuencias inmediatas de la prescripción inapropiada de medicamentos, sobre todo de antibióticos, es la aparición de gérmenes resistentes a los antimicrobianos más seguros y baratos, con el consecuente incremento de la morbilidad y la mortalidad de la población y del costo de los servicios de saúde. Por isso, os problemas de prescrição são determinantes na qualidade do atendimento médico.

Partindo da premissa: Não existem doenças, mas sim doentes, cada caso deve ser avaliado individualmente, considerando as particularidades de cada paciente, assim chegaremos à prescrição ideal que ofereça maiores benefícios, não só no seu estado geral de saúde. .Também aquele que causa menor gasto, é fácil de obter, que não causa efeitos colaterais ou pelo menos que estes sejam mínimos e toleráveis ​​e que visa a recuperação rápida.

Além disso, a prescrição médica não deve ser modificada por estranhos que, para vender produtos, substituem arbitrariamente o que o médico indicou e oferecem ou sugerem outros tipos de produtos ou substâncias com alguma semelhança e geralmente induzindo aceitação através de estratégias de marketing que terminam na venda de seus produtos.

A prescrição intuitiva ou empírica pode gerar desconfiança e deteriorar a relação médico-paciente, fundamental no ato médico. Isso, além disso, dilui a responsabilidade do profissional ao criar situações em que é impossível determinar se o medicamento prescrito ou o substituto podem causar uma reação indesejável.

O médico deve ter conhecimento e se responsabilizar pelo que acontece devido ao que é feito ou omitido. Portanto, antes da prescrição, impõe-se a consideração de que cada paciente exige o que é específico para seu problema de saúde, nem mais nem menos quando o médico promove deliberadamente o uso injustificado de um medicamento, influenciado por interesses ou motivações de ordem pessoal ou devida à insegurança disfarçada de “segurança”, quando na realidade o que se faz é promover a venda, se proteger de uma possível discordância ou subestimação por parte do paciente, por “não prescrever”; já o exemplo mais comum é a prescrição injustificada de antibióticos no momento da alta no pós-operatório médio ou tardio, sem evidência de infecção atual, quando em adição uma ou mais doses foram administradas profilaticamente.

Nessa ordem de ideias, é necessário atualizar o conhecimento terapêutico, mas também considerar as opções menos onerosas e as medidas não farmacológicas possíveis ou alternativas, ou seja, tomar a medicação apenas quando não houver outra opção. Convém também questionar se sempre se prescreve algo para que o paciente “não vá procurar outro médico” ou para evitar o comentário de que “nada lhe foi dado em troca do dinheiro que pagou pela consulta”. Também uma receita pode servir para interromper ou substituir a conversa entre o médico e o paciente.

Hoje, a prescrição exige conhecimento e técnica, metodologia, recomendações e diretrizes de ação baseadas nas melhores evidências disponíveis, por meio da busca sistemática de respostas às dúvidas sobre problemas específicos.

Em síntese, os fundamentos da prescrição médica são: Critérios científicos racionais e princípios éticos, que contemplam equilibrados: liberdade de prescrição, solidariedade com o paciente e consciência de sua existência; respeito à sua autonomia, instruções adequadas e evitar gastos desnecessários; Assim, para melhorar a prescrição, será necessário promover o acesso a sistemas de informação sobre medicamentos, utilização de diretrizes clínicas e protocolos; formatos de prescrição adequados, formação suficiente e adequada dos médicos; incorporação de critérios éticos em todos os aspectos, avaliação da eficácia e eficácia dos medicamentos e melhores regulamentações sanitárias, isso constitui um grande desafio em que cada um dos envolvidos na parte que nos corresponde, temos uma responsabilidade permanente e transcendental.

Um novo desafio 720 250 admin

Um novo desafio

UM ANO NOVO – UM NOVO DESAFIO
-DR. JORGE MÉNDEZ TRUJEQUE
VICE-PRESIDENTE DA FLASOG

Damos as boas-vindas a todos os nossos leitores a esta primeira edição de 2019 da Newsletter FLASOG. Aguardamos sua preferência ao longo deste ano, pois continuaremos trabalhando para apresentá-lo a notícias e pesquisas médicas, bem como a tópicos relacionados à saúde que sejam úteis para sua prática médica.

Apesar dos obstáculos e dificuldades normais que surgem quando se dão os primeiros passos na digitalização e massificação dos nossos serviços, a nossa posição é bastante sólida e o espírito da FLASOG é cada vez mais forte, conscientes de que estamos no caminho certo. Com disciplina, visão e entusiasmo, 2018 nos fortaleceu.

2018 foi um ano de muitos desafios e intenso trabalho que nos trouxe várias lições, sendo a principal delas valorizar o que realmente conta: os nossos valores. Eles são mesmo a luz que nos guia nas tempestades: foi assim em 2018 e temos a certeza que será em 2019.

Estamos empenhados em trabalhar arduamente, em ser criativos; Manteremos o espírito demonstrado e, nesse sentido, temos a certeza que 2019 será também um ano de grandes conquistas institucionais.

Cumprimos os objetivos que projetamos, proporcionando à comunidade latino-americana este meio de comunicação que reafirma o compromisso da FLASOG com as Sociedades filiadas e com os obstetras-ginecologistas latino-americanos.

A partir de nossos espaços de trabalho, a FLASOG pretende contribuir para facilitar o acesso a informações médicas atualizadas para especialistas em nosso continente e, assim, melhorar a qualidade do atendimento às nossas mulheres.

Em futuras publicações incluiremos novas secções que temos a certeza que serão de grande interesse para todos os nossos seguidores, aos quais fazemos um novo convite para participarem activamente com artigos que considerem de interesse continental.

Esperamos que o conhecimento derramado em todos os artigos, estudos, notícias e pesquisas aqui apresentados os integre em sua prática médica e permita que você inove em seus campos de trabalho.

Por fim, julgamos oportuno expressar nossa total convicção de que a divulgação das pesquisas, notícias e reflexões que apresentamos neste meio será uma contribuição que alimentará nossos leitores e de alguma forma será uma fonte de conhecimento. Agradecemos a todos aqueles que tornaram possível este Boletim FLASOG e a todos os colaboradores, pelo esforço e dedicação, graças aos quais foi possível realizar este tão querido desejo. O seu apoio permanente tem permitido cumprir os dois objetivos centrais desta ferramenta, que são: a divulgação de notícias e pesquisas de interesse geral e a atuação como agente de promoção da cultura profissional. Da mesma forma, estendemos nosso agradecimento a todas as Empresas que integram a FLASOG,

Esperamos que este 2019 nos traga saúde, paz, bem-estar e crescimento pessoal que fortaleçam nossas instituições e nossas mulheres latino-americanas.

Morte prematura em mulheres 720 250 admin

Morte prematura em mulheres

MORTE PREMATURA EM MULHERES
O PAPEL DO GINECOLOGISTA
-DR. JUAN DE DIOS MALDONADO ALVARADO
PRESIDENTE FEMECOG

A mortalidade prematura, considerada uma morte entre 30 e 70 anos, por doenças não transmissíveis, continua como um problema global.

Considera-se que 7 em cada 10 pessoas no mundo morrem prematuramente e como principal causa as doenças cardiovasculares, diabetes mellitus, câncer e doenças respiratórias crônicas.

O objetivo do Desenvolvimento Sustentável 3.4, até 2030, é reduzir em um terço a probabilidade de morte prematura; no entanto, relatórios preliminares mostram que, de acordo com as tendências, poucos países atingirão a meta.

A saúde de mulheres e homens é diferente e, em alguns casos, desigual. Diferente no sentido de que existem fatores biológicos que se manifestam de forma diferente nos riscos à saúde e à doença, e desiguais por causa de outros fatores parcialmente explicados pelo gênero que influenciam injustamente a saúde.

A doença cardiovascular é a causa número um de morte e morbidade em pessoas com menos de 70 anos de idade.

Principalmente nas mulheres, a Síndrome Metabólica é desencadeada em 60% durante a menopausa com aumento da adiposidade total e redistribuição da gordura para a região abdominal e, consequentemente, resistência à insulina.

Existem fatores de risco na idade fértil da mulher que predispõem a um maior risco de morte cardiovascular, entre os quais podemos identificar a idade precoce da menarca, a presença de hipertensão arterial após um ano pós-parto nos casos de história de pré-eclâmpsia, associação de repetir aborto e risco cardiovascular.

Com quais fatores nós, ginecologistas, podemos lidar?

Fatores relacionados ao estilo de vida:
– Evite fumar
– Modifique a dieta
– Regular a ingestão de sal e álcool
– Atividade física

Outros fatores:
– Monitoramento e controle da pressão arterial

Controle de lipídios plasmáticos – Controle glicêmico

É de grande importância identificar os fatores de risco para a morte prematura na idade fértil da mulher, para tomar as ações pertinentes na sua prevenção.

O papel desempenhado pelo ginecologista é muito importante na prevenção da mortalidade prematura, devemos ser promotores da saúde dando proteção específica, fazendo um diagnóstico e tratamento em tempo hábil, para que se já houver uma patologia instalada, possamos limitar os danos e fornecer reabilitação. Devemos assumir nossa responsabilidade com grande comprometimento.